Sobre o nome

Pronto, voltei. E, já que ainda estou num monólogo, não vou perguntar como vocês estão!

De minha parte, estou com prazos apertados e enroladíssimo, mas a ânsia de escrever alguma coisa falou mais alto e não quero encher minha pobre timeline do Facebook com textos longos — nem o blog, mas pelo menos aqui é mais propício!

Como disse, não tenho nenhuma intenção de manter o cronograma das coisas, pode bem ser que demore bastante, que demore nada, sem pretensões!

Vou explicar por que escolhi esse nome. Primeiramente, vamos às devidas explicações: que raio é omnis virtus est mediocritas?

Nome de doido, claro. E latim, pra quem já sacou.

Não, o blogueiro aqui não manja muito de latim! Magina! Se soubesse tanto latim, estaria traduzindo latim-português e ficaria rico. Ou passaria fome, sei lá. Não conheço a demanda nesse par!

[Aliás, já falei mais de mim, era pra ficar pro próximo post!]

— Pera lá! É o que eu entendi?! Você tá dizendo que é legal ser medíocre? — pensa o leitor, bestificadamente estupefato.

Calma lá, galera!

Traduzindo, essa não-tão-simpática expressão latina seria algo como “a virtude do homem está no meio, está na ponderação, no comedimento”. E, vamos convir, vivemos em tempos de exagero, de ostentação, de que o mais é melhor.

Eu sou a última pessoa no mundo que pode falar de ser comedido. Sério, sou o exagero em pessoa: curto doce de doer a garganta, adoro tomar água o dia inteiro — aos baldes (e não água ardente!) — e trabalho sem-noção até dizer chega. E, claro, falo demais, como vocês perceberam!

[O que me leva a outro ponto: o outro possível nome do blog seria “A palavra é prata, o silêncio é ouro”, que é meu ditado chinês favorito. Não, não conheço vários ditados chineses, só esse. Mas ainda assim é o meu favorito! {Vou ter que fazer uma tatuagem: deste e do outro. Talvez uma em cada saboneteira…}]

Em todo o caso, resolvi dar esse nome ao blog porque é algo que almejo para a vida: ser moderado. O ideal de vida pra mim será trabalhar médio, comer médio, beber médio, dormir médio… e por aí vocês tiram as próprias conclusões.

E não tirei essa expressão da cartola, não. Quando ainda estava na faculdade, havia um professor que dava uma aula polivalente, entre elas algo de filosofia. Certa vez, esse professor — cuja atenção feminina era maior por conta de sua eloquência (e muito menos pela aparência, sendo bem sincero [ou seria venenoso? Deixa pra lá…]) — falou sobre como os romanos eram exagerados, sobre a importância que o cristianismo dá à mediocridade (para os pobres, claro) e fez um paralelo com a atual cultura da ostentação, do exagero.

Sério, pessoal, tirem agora essa ideia de que algo médio é algo ruim. Não leve o medíocre ao pé da letra. O que quero dizer aqui é sem exageros! Sem excessos, sacou? E, convenhamos, precisamos menos de excessos e mais de mediocridade.

E chega, falei demais. No próximo, falo algo de mim.

PS: faltou comentar que há várias versões da mesma expressão latina, como “Virtus media est” e outros.

Anúncios

Apresentação do blog

Teste. Testando… 1, 2, 3.

OK, acho que funcionou.

Tudo bem? Se você está lendo este texto, deve ter caído de paraquedas — o que eu acho válido —, já que este blog tem a intenção de ser um diário.

Pretendo escrever textículos — que sempre soa engraçado, não importa a seriedade do texto — porque ninguém tem tempo pra ler muito hoje em dia. Já alerto que isso nem sempre será possível, pois sou uma pessoa de tendências expansivas, mirabolantes, que fala pelos cotovelos e sobre mil coisas antes de chegar a um ponto.

[Aliás, você, leitor, já ouviu falar sobre fluxo de consciência? Fluxo de consciência é um recurso estilístico usado por diversos autores renomados, tipo Clarice Lispector, James Joyce e Virginia Woolf, pessoas incríveis e em cujas obras eu não me baseio, porque não tenho conhecimento suficiente pra tanto. Se você se interessar, pode ler a respeito aqui e aqui:]

Poi zé, tenho esse problema. Faço isso com a fala, acabo transportando para a escrita. É um pesadelo quando estou muito cansado, já que acabo perdendo o fio da meada e um assunto se torna outro em dois instantes.

Do que vou falar?

Sei lá! Inicialmente, acredito que do que me der na telha, mas também das minhas paixões: minha profissão, gatos, música, desenhos, filmes, comida, contos fantásticos, coisas de ler. Ou seja, qualquer coisa que me interessar pode entrar nesse blog.
Vou deixar claro: é o meu primeiro blog, então tenham paciência comigo! É provável que ele amadureça com o tempo e/ou eu o transforme em algo totalmente diferente, tudo vai depender de:

  1. tempo para escrever
  2. vontade de falar sobre alguma coisa
  3. necessidade de falar de alguma coisa em algum momento

Com isso, já percebam que este blog não tem a intenção de ser algo profundo (mesmo que isso venha a acontecer!).

Pronto, quebrei a promessa, texto grande!

Tchau. Na próxima eu escrevo mais.