Ideia dubem: TradWiki

Quem me conhece sabe que adoro boas ideias, pessoas dubem e coisas bacanas. Pois bem, descobri uma iniciativa muito boa para quem se interessa por tradução, tanto como ofício, questões mercadológicas e aspectos teóricos.

TradWiki é um projeto idealizado por tradutores com atuação profissional e acadêmica (Daniel Argolo Estill, Pablo Cardellino Soto e Roseli Dornelles Dos Santos), que perceberam que criar um ponto focal para incluir várias informações relacionadas ao mundo tradutório seria legal para todo mundo.

Por que a TradWiki é bacana? Para os iniciantes e aspirantes é legal porque é um lugar em que podem encontrar informações diversas e conhecer um pouco do mercado. E aos veteranos porque não precisam mais responder algumas perguntas que são exaustivamente feitas em fóruns e grupos com tradutores.

Há quem defenda que uma pergunta feita várias vezes pode sempre ter respostas diferentes ou comentários novos que fazem todos aprenderem. Mesmo isso sendo verdade, um local em que se tenha uma base de conhecimento sempre é bem-vinda e, para esse fim, a TradWiki cumpre bem seu papel.

Certamente não acredito que a TradWiki vai substituir os fóruns e grupos, mas ele é uma boa ferramenta para incluir um pouco de inverno e robustez a quem está muito verde e não tem ideia de onde começar.

Só para terminar, como achei o projeto interessante, criei um tópico lá sobre transcriação. Obviamente, como é um projeto coletivo, ele sofrerá muitas alterações ao longo do tempo, mas pelo menos um pontapé inicial eu dei. Há um grupo que discute a TradWiki. Quem quiser contribuir, é só clicar aqui.

Vida longa à TradWiki!

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LinkedInando: dicas úteis para resultados positivos no LinkedIn

Outro dia desses, minha irmã veio me dizendo: “caramba, seu LinkedIn fica bombando, você precisa me dar umas dicas”!

Aí eu percebi que o LinkedIn é a rede social que a maioria dos profissionais têm, ouvem maravilhas a respeito, mas que pouca gente dá a devida atenção.

Por que eu acho isso? Ora, porque vejo muitas pessoas comendo bola/perdendo diversas oportunidades pelo simples fato de não abrirem os olhos pra essa boiada!

Hoje em dia, acho que todas as empresas têm perfis no LinkedIn e fazem recrutamento pesquisando por lá também. Se não todas, provavelmente aquela empresa grande que você quer alcançar tem — ou, pelo menos, dão uma xeretada para ver com quem estão lidando. Fato.

E, tenha absoluta certeza, quem está antenado e procura oportunidades de negócio — aqui vou puxar a sardinha para autônomos e pequenos empreendedores, como eu — está nessa rede profissional.

Mas como faço pra ter resultados?

1. Perfil

Como já devo ter dito antes, não acredito em obviedades porque sou da trupe dos lerdinhos: complete o perfil!

Tudo bem que você deu o primeiro passo e já está no LinkedIn. Foi lá e colocou nome, cargos que ocupou e algumas informações úteis.

Certo? Meio certo, eu diria.

Não basta você preencher os cargos, precisa indicar um pouco do que fez. Mas não se esqueça: ninguém tem tempo!

Tente preencher o perfil ao máximo, mas não seja o chato que escreve a Bíblia. Provavelmente ninguém vai ler.

O que eu acho, sim, muito útil, é você fazer uma boa descrição de quem é.

Vou me usar de exemplo: sou tradutor e tenho 8 anos de experiência.

Até aí, grande coisa. Como diz o ditado: there are plenty more fish in the sea! Ou seja: o que não falta é opção!

No entanto, pra começar a me destacar no meio da multidão, o que foi que fiz? Coloquei meu perfilzinho, mas inclui testemunhos de pessoas que já trabalharam comigo!

Sim, caro leitor gafanhoto! Seu perfil precisa estar completo, mas você também deve tentar receber o máximo de comentários positivos.

É como ir a um restaurante: por mais que queiramos experimentar algo novo, quando alguém indicou a gente confia mais!

E, por favor, coloque uma foto profissional! LinkedIn não é Insta(gram), Feice ou Tumblr. Deixe as coisas engraçadas e espirituosas pra lá.

Foto na balada, piscina, sem roupa, de óculos escuros, inclinada pra lá ou pra cá, de ponta cabeça, com a “galere”, com várias bebidas multicoloridas… enfim, você entendeu. Cuidado!

Perfil
Bons drinks (psicodélicos e multicoloridos) c’a galera.

2. Grupos

A união faz a força! E no LinkedIn não é diferente!

Este é um dos pontos em que eu mesmo peco. Eu deveria ser mais ativo em grupos das áreas com que trabalho, mas sei que há gente por aí conseguindo trabalhos bons por causa dos grupos.

De minha parte, participo mais ativamente de grupos no Facebook (talvez por a plataforma ser mais informal e ter mais o meu “jeitão”).

Em todo o caso, a conduta deve ser similar ao que mamãe te ensinou: agir com cortesia e tentar ser útil. Sempre. Se algum tópico não te interessa, ignore-o antes de jogar pedras e por aí vai.

E, claro, tente compartilhar alguma coisa interessante.

Afinal, por mais que você esteja lá — vulgo de boa na lagoa — às vezes  é necessário sair da zona de conforto para se sobressair. Logo, publique conteúdo útil.

O mesmo vale para o seu painel de atualizações: compartilhar conteúdo interessante e útil pode ser uma forma de conseguir contatos.

Grupos
Matando um dragão… Ooops. Compartilhando ideias inovadoras e úteis.

3. Contato direto de primeiro grau (e contatos indiretos)

Por mais que pareça, não estou falando de contato com alienígenas! E essa aqui, pessoal, é a minha chave para o sucesso =)

Muitos não se atentam, mas o LinkedIn tem um quê de máfia! Sério!

Se você é membro não pagante — como eu — não pode sair adicionando Deus e o mundo do nada! Não, você precisa construir uma rede de contatos — é por isso chamam de networking!

Mensagens
Quequieufaço? Saio adicionando o povo a torto e a direito?

O esquema é assim: você tem um amigo que é amigo de fulano. Assim, você consegue falar com o outro mocinho. Entendeu, né?

Não? Então vamos ser mais claros: eu, Thiago, tenho meu sócio Juliano de contato. Beleza. O Juliano tem uma gerente de projetos e/ou uma recrutadora de uma cliente com que gostaria de trabalhar.

Que que eu faço, nesse caso? Uai, elementar, querido urubuservador: escrevo para o Juliano pedindo para ele me apresentar pra a mocinha recrutadora. Lindo, não?

Quando você tiver uma rede grande o bastante, é provável que não precise mais desse macete e possa adicionar as pessoas por ter contatos em comum. Afinal, o mundo é um ovo para todas as profissões!

Lembre-se, porém, do seguinte: o segredo é a forma como você se apresenta — e ainda há quem duvide que a 1ª impressão é a que fica!

Juro juradinho pra você, que já deve estar cansado desta leitura, que o truque-mor é você se apresentar para a pessoa e, se for o caso, já dizer que quer trabalhar com ela nisso ou naquilo!

Vai por mim que você vai longe! Funciona comigo!

Resumo

1. Preencha o perfil com tudo o que puder (cursos, palestras, voluntariado, causas, etc.) e da melhor forma que puder (foto decente, testemunhos e gente dizendo que você tem várias habilidades cabulosas)!

2. Trate todos com respeito: seja pelo tempo das pessoas — compartilhando conteúdo útil em grupos ou na timeline — e por elas mesmas — afinal, pessoa bem tratada é um contato profissional em potencial!

3. Seja popular: faça contatos, escreva mensagens relevantes e tente encantar a pessoa no primeiro contato, para, quem sabe, já conseguir uma parceria de cara!

 

Encerro este longuíssimo post com a seguinte promessa: não vai ser fácil, não vai ser rápido, mas você pode ter, sim, muitos benefícios profissionais usando o LinkedIn de um jeito esperto!

Conheça seus limites e a arte do não na prática

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Tem hora que a impressão que temos é de estarmos sendo bombardeados de tanto trabalho: oportunidades não faltam e mal há tempo para prospectar novos clientes.

Outros momentos, no entanto, parece que nada dá certo ou que não há tantas ofertas ou que até existem, mas nenhuma fecha.

Seja qual for o caso, o fato é que, quando você menos espera, aquela chance com cara de “tudo o que você queria” pinta, só que com um prazo que ou é curto demais ou entra em confronto com sua agenda. Ou talvez nem seja o projeto que você sempre quis, mas sim aquele que você precisa naquela momento pra pagar as contas.

É nessa hora que, mesmo com muita dor no coração, precisamos dizer NÃO — quer seja pra você manter a sanidade ou a qualidade do trabalho. Lembrando: tô negando com jeitinho pra você voltar. Afinal, cliente bem tratado bate na porta de novo.

Nem preciso comentar, mas por não acreditar em obviedades, não se esqueça de tentar negociar o prazo e/ou outras condições o máximo que puder. Afinal, se era o projeto dos seus sonhos, talvez você queira fazê-lo de “quase” qualquer jeito! Ou, se você precisa mesmo daquele dinheiro, tem que pesar até que ponto pode se esforçar, não?

PS: estou escrevendo isso como mantra e consolo por não poder aceitar um projeto aí.