Vale a pena pagar o ProZ e/ou o LinkedIn?

Recebi duas 2 perguntinhas de uma leitora e colega sobre investir dinheiro no LinkedIn e no ProZ (site de tradutores). A pergunta era, basicamente, “vale a pena gastar nesses sites”?

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LinkedIn

Sendo sincero: nunca paguei, mas mesmo assim consigo resultados.

Ao meu ver, o investimento de tempo deve ser muito maior do que o de dinheiro, em qualquer caso. Para o LinkedIn, acho que vale mais a pena turbinar o perfil e conectar-se às pessoas aos poucos.

Claro que essa construção de uma rede de contatos demora um tempo, então pagar uma versão que possibilite acessar os contatos que você precisa imediatamente não deve ser de todo mal.

Em todo o caso, eu não pago e não pagaria; uso mais o esquema de entrar em contato com clientes em potencial por meio dos contatos que já tenho.

ProZ

O ProZ é um site que cadastra tradutores e oferece-lhes um local na internet, caso não tenham seus próprios sites — mas não só. Lá você encontra oportunidades de trabalhos, um rol de empresas que podem ser suas clientes, assim como a possibilidade de consultar a idoneidade delas.

Dito isso, já digo que este eu pago!

Reflita: ele tem oportunidades, mas também serve de website, portfólio para colocar seu perfil e, se pagar, você recebe mais destaque que os outros, tem acesso ao tal cadastro de bons pagadores e ao contato de clientes em potencial do mundo todo!

Para receber contatos de clientes sem procurá-los, no entanto, você precisa responder às perguntinhas dos tradutores lá e ganhar os KudoZ (pontos por ajudar alguém). Esses pontos aparecem para os clientes, que ficam sabendo se o tradutor manja dos paranauê é bom ou não.

Além disso, como o LinkedIn, você pode ser recomendado, mas com a diferença fundamental de que é um site especialmente criado para tradutores — logo, agências do mundo inteiro fazem o recrutamento do pessoal por lá.

Qualquer que seja a opção, a verdade é que nenhuma delas funciona sem investir um tempinho lá pra turbinar sua persona virtual!

Espero que tenha ajudado!

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Transtornos de personalidade, inércia e ócio produtivo

Todo mundo que conheço vive reclamando da falta de tempo pra tudo: é médico que não dá pra marcar, e-mails mil a responder, leituras paradas, falta de comprometimento com algum curso, seriados esquecidos, casa digna de um chiqueiro, sua pele está quase translúcida e você só tem minojo pra comer… ‘sas coisa aí.

Naturalmente, para quase todo cerumano, basta sobrar um tempinho que logo o pensamento de “ficar de boa na lagoa” — por jurar estar muito estressad@, cansad@ e merecer — é o primeiro a lhe acometer.

Como não sou todo mundo e por possivelmente sofrer de algum mal muito assolador — o transtorno workaholic desesperadomosca-morta preguiçosa? — tenho duas tendências naturais depois de longos períodos de trabalho intenso: desespero seguido de preguiça. Lado a lado e o tempo todo.

E o que seria essa síndrome? Simples: é viver num ritmo insano de trabalho, quando, num belo dia, você lê os e-mails e percebe que não tem nada pra fazer.

Quem sofre dessa síndrome logo pensa que nunca mais vai trabalhar. Na verdade, o que costuma acontecer é pintar alguma coisa no dia seguinte! Na minha vida, funciona bem assim, incluindo apenas uma coisinha: levo bronca do pessoal mais próximo — “drama-queen!”. Esse primeiro estágio é o tal do workaholic desesperado.

Infelizmente, porque não nado no dinheiro e vivo de renda, e as contas não param de chegar, mesmo eu sendo preparado pra caramba, a simples ideia de gastar todo o meu rico dinheirinho (por não estar entrando nada) me deprime e espero que não aconteça.

Assim, quando o dia seguinte não traz consigo um trabalhão salvador da pátria, mas vira uma semana, que vira uma quinzena, que vira um mês (ou mais), é aí que começa o segundo estágio do transtorno: Tânatos*, a pulsão de morte (?). Ou seja, aquela falta de vontade de fazer qualquer coisa, ficar deitad@, não fazer nada, não ver ninguém e só pensar na morte da bezerra. Como diria mamis: pedir a Deus que o mundo se acabe — a mosca-morta preguiçosa!

*se errei o conceito, mil perdões, a ideia é a que indiquei logo em seguida.

Newton já estabeleceu na lei da inércia que “um corpo em movimento permanece em movimento”. E também que o inverso é verdade. Então, camarada, aprenda a quebrar esse círculo vicioso! Chega de bode! Não perca para o desânimo, siga sua vida!

Fetal

Correndo o risco de chover no molhado, tenho umas dicas para você passar por essa época trevosa:

  1. não se martirize tanto! Ficar sem trabalho, vez por outra, é mais normal do que se imagina. Quem não trabalha como funcionário em empresa, uma hora ou outra vai passar por isso;
  2. é nessas horas que você vai agradecer a Deus por ter guardado $$$ (ou vai amargar por não ter guardado — então guarde sempre, mesmo que comece agora!);
  3. você não é zicad@ sozinh@, só vai aparecer gato pingado, mesmo. Nada muito grande nessas horas, é Freud;
  4. aproveite um pouco a vida! Faça tudo que você não teve tempo (aquilo lá em cima que você não tinha tempo);
  5. não se deixe abater! Não adianta ficar sofrendo todos os dias por isso. Faça sua parte que uma hora a coisa vai!

OK, para essa última dica, preciso ampliar um pouco. Tenho plena ciência de que é bem difícil ter coragem pra fazer as coisas acontecerem, de “ir atrás” quando as perspectivas não parecem tão otimistas, mas é aqui que o mundo separa o caçador da caça.

Assim, o que sugiro: comece aos poucos. Curta os dias colocando os seriados em ordem, vendo filminho, lendo seus livros e tudo mais e, de pouco em pouco, inclua algum tempo produtivo. Talvez uma ou duas horinhas pra prospectar clientes, fazer lição do curso, por ordem no PC, etc. Afinal, você não vai morrer se não fizer tudo de uma vez!

Pra terminar este texto: não acredite em fórmulas prontas (nem nessa)! Talvez nada disso aqui seja verdade pra você, mas mesmo assim vale a pena a reflexão. Lembre-se das palavras da sua vó: precaução e canja de galinha não fazem mal a ninguém.