As vozezinhas

Oi, pessoal, como vocês estão? Estou sumidíssimo, eu sei, mas tenho motivos: estive vivendo!

Olha o tantão de novidades: fui pra Curitiba, troquei a cor da sala (Tiffany, chamado de Turquesa Intensa na Coral), fui mal na prova de francês (tirei 6,9 — a média é 7 e a sala toda foi mal), fiz 2 tatuagens incríveis e… acho que estou sentido os efeitos da tal crise!

A parede ao fundo é a tal cor Tiffany, chamada de Turquesa Intensa pelas Tintas Coral — e estou tomando vitamina de banana, sou saudável.
A parede ao fundo é a tal da cor Tiffany, chamada de Turquesa Intensa pelas Tintas Coral.

Não escrevi sobre nada ultimamente porque achei que não havia nada de útil para falar. Gosto de coisas úteis e não quero escrever só por escrever (até deveria, mas não quero).

Vou quebrar o jejum da escrita porque hoje me veio uma luz, depois de vivenciar uma experiência que talvez lhes ajude. E é disso que vim tratar aqui.

Depois de marés cheias seguidas de oscilações, acho que a maré baixa chegou. Aproveitei para tirar o atraso de várias coisas (compras, principalmente), mas, depois de velejar um tempo, bateu aquela insegurança, aquela vozinha interior ganindo: “que que eu faço, gente?!”.

Recebo, então, a mensagem de uma mocinha que falara comigo há muito tempo, com um projeto que tinha tudo pra ser o máximo. O problema: paga menos do que aceito e tem “exigências” complexas; ou seja, preciso aprender a trabalhar em mais uma ferramenta (a deles).

Fico em contato com essa PM/GP (Project Manager ou Gerente de Projeto), que avisou sobre o início do tal projeto anteontem. Ontem, fiquei até de noite tentando resolver a instalação das ferramentas, que não foi tão simples (talvez por inépcia minha).

Hoje, mais uma vez, falo com a PM/GP, que indica algums vídeos para eu assistir e estar apto a utilizar a ferramenta (que eu testei ontem).

Eis que duas vozezinhas internas começam a falar comigo:

— Mano, por que você vai trabalhar com eles por R$ XX se te ofereceram USD X e você não aceitou porque está abaixo da sua tarifa mínima?

— Mas é importante receber em mais de uma moeda, a gente nunca sabe quando vai mudar a maré do câmbio.

— Você vai acabar trabalhando mais e vai dar no mesmo.

— E se a crise piorar?

— Você não paga as contas sozinho. O ritmo diminuiu, mas você tem a sua reserva. Precisa mesmo se matar? Fora que é muita coisa nova pra aprender e você sabe que não vai precisar disso com outros clientes.

— Mas é um projeto que poderia te dar visibilidade.

— Você não precisa mais dessa “visibilidade”.

Depois de ponderar muito, conversar com as melhores pessoas que me cercam (valheu, gente), decidi que é melhor mesmo eu estar mais descansado quando entrar um projeto mais do meu agrado.

Escrevi isso tudo para dizer que é fácil pirar quando parece que o dinheiro não está entrando como o esperado, mas vale a pena ponderar as condições em que você se encontra:

  1. você tem $ guardado?
  2. você é a única pessoa a ganhar $?
  3. você está há muito tempo parado?
  4. vai te trazer alguma satisfação?
  5. as condições propostas são boas?

É muito importante pensar com a cuca fresca. Sem fazer alarde, mas sendo realista.

Talvez se eu estivesse muito tempo sem trabalho, sem dinheiro guardado, com as contas atrasadas, fosse o único a ganhar $ em casa, etc., teria aceitado essa proposta. Porém, este não é o caso!

Claro, cada um sabe onde o calo aperta, mas aprender a analisar a situação sem parcialidade, dando atenção à vozinha certa, é fundamental.

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