4 anos

O tempo passa, o tempo voa. Entra gente, sai gente.
O trabalho e as línguas.
A casa e as comidas.

Altos e baixos.
Baixos e baixos.
Altos e altos.
Os gatos.

Crises financeiras.
De enxaqueca.
De choro.
De riso.
Como rio!

Briguinhas e cósquinhas.
Picuínhas.
Promessas e confissões.
Resoluções.

Meias em cadeiras.
Zueiras.
Planos e viagens.
Sacanagens.

Passado, futuro e presente.
A gente.

4 anos

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Oração do dia

Olá, olá, olá, pessoar.

Não sei se é o efeito “ano do macaco de fogo”, mas o Universo foi ótimo comigo em janeiro: teve intensivo de francês e cliente novo, trabalho pra caramba, dias úteis e de folga preenchidos. Uma beleza.

Como a vida precisa dar uma balanceada, tive também muitas ziquinhas do dia a dia, um calor etiopiano,  gente chata e folgada (sabe aquele pessoal que fecha a calçada quando você tá cheio de sacola do mercadinho?).

Mercadinho
Este poderia ser eu, cheio de sacolinha, incauto sobre o cordão humano que haveria na calçada daqui a uma quadra.

Já deu pra pegar o essencial, né?

Por causa disso, hoje fiz esta oraçãozinha, que divido com vocês, pra gente tentar mandar esse povo mané pra lá. Seja por humor ou por crença, transcrevo-a abaixo.

Livrai-me da falta de noção, da inadequação, da falta de simancol e da inconveniência.

Protegei-me dos micos ébrios, das mensagens constrangedoras a pessoas alheias à situação, da folga dos malandrões e da chatice dos carentões.

Dai felicidade àqueles que infernizam a vida com pequenos atos de chateação, malandragem, folga e escrotice em geral, porque gente feliz não enche o saco.

Cobri-me com o manto da serenidade e dotai-me de uma atitude “eu me viro e não encho o saco de ninguém”

É como o ditato espanhol que sempre repito pra mim mesmo: “no creo en las brujas, pero que las hay, las hay”.