Tradução e Marketing 101

Fiquei eras sem escrever por motivos de: não tava rolando, gente, disculpintão!

Agora sim, vamos ao que importa.

Crise.

O mundo tá num “pega pra capar” que não tá escrito, todo dia é um 7 a 1 novo. Tá tudo caro. Eu também vivo nos nossos tempos.

Aí, o que acontece: a gente precisa ganhar dinheiro. E, pra ter dinheiro, precisa trabalhar, porque a vida de ganhador de loteria ou de herdeiro não é pra qualquer um.

Como a gente trabalha? Como consegue trabalho?

Dúvidas existenciais, mas, se você é/quer ser tradutor, precisa respondê-las diariamente.

dinheiro

Este post vai ficar gigantesco, me desculpem. Pra tentar melhorar, vou me inspirar na Suzaninha Vieira “sem paciência pra quem tá começando” e vou vomitar zilhões de informações pra que você se mate pra acompanhar. Pode ler aos poucos ou guardar para digerir depois.

Tá? Então, tá.

Vou presumir umas coisinhas:

  1. Você é um aspirante ou tradutor novato
  2. Você já tem experiência e tá precisando dar aquela sacudida, porque as coisas estão feias
Correndo com o conteúdo no ritmo Ragatanga, como a Suzaninha.
Correndo com o conteúdo no ritmo Ragatanga, como a Suzaninha.

Saber

Primeiramente, #ForaTemer saiba das coisas. Se você quer trabalhar com uma coisa, saiba. É o mínimo.

Se você quer trabalhar como tradutor, saiba. Saiba o idioma estrangeiro, saiba o seu idioma, saiba o que a tradução envolve, os processos, os valores praticados por clientes diretos e agências (pra não cair em cilada, Bino), quais as ferramentas usadas (CAT tools, machine translation, etc.), o que o mercado pede. Saiba!

A forma como você aprendeu talvez seja o de menos no mundo prático, mas geralmente fazer cursos ajuda. E o mercado aprecia certificados. Afinal, em tese, eles deveriam certificar (mágico, né?) que você sabe alguma coisa!

Portanto, se você quer dizer que sabe tradução, você pega o seu certificadinho e mostra. Ninguém é obrigado a estudar tradução, mas se você quer provar que sabe, espera-se que comprove de algum jeito, seja com um certificado profissionalizante, diploma de bacharelado, mestrado ou qualquer outro. Não é regra, mas é um instrumento que o mercado costuma pedir.

certificado

Para o tradutor mais experiente, vale a dica do saber também. Especialize-se. Faça cursos, aprenda novas habilidades e serviços.

Diversifique. Preste um serviço novo. Consultoria, pesquisa terminológica, revisão, legendagem, audiodescrição, voice-over. Você conhece alguém que faça algum dos dois últimos? Tá vendo só? Tô vendo uma oportunidade, hein.

Pesquisar

Segundo: eu não devia nem estar dizendo isso, mas, sério, aprenda a pesquisar. Se você quer ser tradutor, você precisa aprender a pesquisar, queride.

Tradutor novato já devia começar pesquisando quais cursos pode/deve fazer. Se não começou por aí, volte 2 casas. Isso mesmo. Pesquise os cursos e as áreas com que você quer trabalhar, as que estão em alta, as que você acha que consegue.

Pra você não dizer que não ajudei: procure a pós da Estácio, o curso do Daniel Brilhante e a Alumni (este último talvez seja o melhor, mas é caro pra dedéu). Todos excelentes e renomados, pra quem não pode fazer outra faculdade. Se puder, faça. As federais são boas, mas há várias universidades particulares com cursos excelentes. Pesquise.

Pesquise ou volte duas casas!
Pesquise ou volte duas casas!

Se você já é tradutor experiente e quer mais trabalho, mais clientes, melhores remunerações, também precisa pesquisar os seus clientes. Chega de amadorismo. Eu não sou especialista em teoria de administração, mas sei que existe oferta e demanda. Você vende peixe, vende pra quem quer. Com tradução é igual.

Bora pensar:

Digamos que eu seja tradutor de medicina. Ok. Quem pode precisar de tradução para medicina? Ahm… médicos? Pesquisadores? Empresas que vendem produtos médicos? Empresas que vendem máquinas médicas? Empresas que vendem remédios?

Entendeu o que eu fiz? Eu pensei em algo que eu tenho a oferecer (oferta) e em quem pode se beneficiar disso (demanda). O seu dever de casa agora é saber quem pode precisar de você e como você vai chegar nesse famigerado precisado.

 

Vendendo o seu peixe. Ou os churros da D. Florinda.
Vendendo o seu peixe. Ou os churros da D. Florinda.

Atacar

Depois de saber e pesquisar, é hora de partir pro ataque. Mas não vá despreparado para a guerra. Prepare um plano de ataque!

Muna-se de um CV lacrante; afinal, a ideia é atingir o seu público-alvo da forma mais efetiva possível. E aprenda a lidar com ele, porque não dá pra agir de qualquer jeito também.

Aliás, falando em chegar, eu postei sobre o meu método do LinkedIn, mas existem outras inúmeras maneiras. Aqui, voltamos aos passos anteriores. Se você quer atacar, você já sabe quem vai atacar, como vai atacar, quais os requisitos, etc. O melhor de tudo é quando você cria um jeito único que funciona pra você. Quer melhor? Pesquise e saiba mais!

Bibliografia

Marketing

Este aqui é o link do blog da Marta Stelmaszak, que foi minha professora de marketing no primeiro ano como freelancer. Ela também faz a Business School for Translators de tempos em tempos e escreveu um livro baseado nas experiências dela (você acha tudo no link). Eu fiz a primeira turma da BS4T e recomendo. Tem também o blog da Corinne McKay que, além dele, também publicou um livro chamado How to succeed as a freelance translator (tem pra comprar no blog). Eu li e é ótimo.

A Marta Stelmaszak, eu e a Carol Alberoni. Duas divas do marketing tradutório e eu.
Duas divas do marketing tradutório, Marta Stelmaszak e Carol Alberoni, e eu. Posso finalmente riscar “Conhecer a Marta Stelmaszak” da minha lista.

Ferramentas

O canal do CATGuru no YouTube tem boas explicações sobre o uso de CAT tools. O blog Translation Tribulations tem conteúdos mais avançados. Visite também o site do memoQ, onde dá para baixar a versão de testes da ferramenta e assistir vídeos para aprender a usá-la. É minha ferramenta favorita. Além dela, você pode pesquisar sobre o SDL Trados Studio, o Wordfast. Há uma infinidade de ferramentas e conteúdo.

De bônus, convido vocês a ler meu post respondendo a algumas dúvidas de uma aluna do bacharelado de tradução, talvez também seja útil.

Espero que com esse post eu consiga ajudar muita gente, contribuir para um mercado mais consciente e prolífero para todos, e me poupar de várias conversas repetidas.

Até a próxima!

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