Passei dos 30, mano

Como achei que o dia pedia alguma reação de minha parte, resolvi rascunhar umas palavrinhas, jogando a real na medida do possível, porque sou dessas.

Não sei como as outras pessoas fazem no próprio dia, mas no Madonna’s Day (que é como eu me refiro ao meu aniversário), eu involuntariamente começo a pensar na vida, na condição humana, se estamos caminhando pr’um bom lugar ou se deveríamos logo ser extintos da face da Terra… E na minha vida.

Depois de um pouco de reflexão, percebi que fazer 30 foi tirar um peso das costas.

Quando tava chegando, o drama de todos era maior do que a minha lista de compras em dia de pagamento de cliente, e a verdade é que a minha reação interna a cada vez que alguém dizia “os 30 tão chegando” era revirar os olhos até completar 3 ciclos em torno do meu cérebro.

Enfim, acabou que ano passado eu 30tei e achei que nada mudaria. E, claro, nada mudou, tirando o que mudou.

Dããããr! O quê? #DilmaFeelings (rainha dos discursos filosóficos confusos)

Poi Zé, teve coisa que mudou. Meu verbo de 2016 pra cá foi “acumular”, pois só o que fiz foi isso.

  1. Acumulei peso.
  2. Acumulei preocupações.
  3. Acumulei cabelo branco.
  4. Acumulei problemas de estresse.
  5. E acumulei peso de novo.

Outra coisa que acumulei foram experiências (e olha que acumulei umas poucas e boas, nos dois sentidos).

Não ia reclamar pra fazer a linha, mas minha natureza reclaminha (rimou) é mais forte. Com as experiências (que é o nome que a gente dá pra “tô ficando velho”), vieram as pegadas do tempo: uma olheira que não some aqui, um pé de galinha acolá, uma marca de expressão que começa a gritar… Deu pra entender: vieram as sofrências que passamos, todas cravadas no meu carón.

E tudo bem, também. Mas há uma coisa que me incomoda: há certo choque de eu fazer 31 ou uma certa condescendência ao dizer “ah, mas você tem cara de 25”.

Apesar de envelhecer ser natural e todos os sortudos passarem por isso, tentamos tapear isso a todo instante. Algum dia, me fizeram acreditar que envelhecer não era tão ruim pros homens, mas talvez este privilégio tenha sido extirpado dos habitantes do Vale dos Homossexuais por causa da pederastia, porque o tanto de viado mentindo a idade não tá escrito.

Era um revés exclusivamente feminino, mas pelo menos nisso conseguimos igualdade. Pelo menos, parcialmente. Não sei se meninos héteros passam por isso.

Rodeei demais só pra dizer: é, tô ficando velho. E, calma, tá tudo bem. Se eu tiver sorte, vou ficar cada mais velho, vou ser cada vez menos age-appropriate (que desgraça!) e meus níveis de chatice vão ser cada vez mais astronômicos (porque só reparam que a gente é chato quando envelhece, apesar de ter sido insuportável a vida inteira).

Por fim, pra resumir minha situação de acúmulos:

Condição atual: acumulando dívidas.

Objetivo de vida: acumular dinheiro.

#pas (tô velho, mas tô por dentro das gírias mudernas marotas, comprovando meu avanço rumo ao fim rs).

Tô veio, mas faço a mudernette das gíria marota

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s