Filme pirado da noite: Perfect Senses

E se o mundo fosse atingido por uma epidemia que privasse a humanidde dos 5 sentidos após um surto de ultrassensibilidade — como uma fome incontrolável antes de perder o paladar e assim por diante?

É nesse ambiente que a epidemiologista Susan (Eva Green) e o chef Michael (Ewan McGregor) se encontram, tentando passar pelas adversidades e seguir a vida, a despeito das dificuldades que lhes cercam.

Com clima apocalíptico, a história é apresentada como uma reflexão sensível sobre o que importa, valendo-se da percepção do espectador (audição, narrativa que, por vezes, beira o lirismo, efeitos de fotografia) para tecer o clima que quer alcançar.

Sem muito o que dizer sobre as atuações impecáveis de Green (minha atriz francesa favorita da atualidade) e de McGregor: mostram na telona (no meu caso, na telona do PC) um turbilhão de sensações verossímeis.

Emocionante sem ser de chorar, recomendo fortemente pra assistir no sábado à noite e refletir um pouquinho sobre a vida.

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Vício contraditório

 

Meu mais novo vício em séries foge do meu gosto corriqueiro (mas não complemente). Eu explico: não sou nem um pouco fã de terror, sangue, passar medo e suar frio por causa de filmes, seriados e qualquer outra mídia.

Com o nome retirado dos jornais da Era Vitoriana editados em papel de baixa qualidade, sensacionalistas e que semanalmente publicavam histórias fictícias de horror para jovens da classe operária, o estilo dos penny dreadfuls é responsável por muitos personagens que já fazem parte do imaginário popular, como é o caso de Sweeney Todd.

Agora vem o porquê de o seriado ter despertado o meu interesse: sou fã incondicional da excelentíssima Eva Green, a quem acompanho desde seu primeiro filme. [Aliás, falar disso e do elenco de Os sonhadores exigiria outro post, mas não o farei. Se se interessar, basta fazer uma rápida busca sobre esse fenômeno do cinema francês contemporâneo que eu amo de paixão!]

Como se não bastasse, o caldo do elenco engrossa com a presença do fera Josh Hartnett (de Pearl Harbor e pai do gato da minha amiga Géh) e do ilustre veterano Timothy Dalton (conhecido por interpretar James Bond nos anos 80). Some-se a isso a escrita de John Logan (indicado 3x ao Oscar de melhor roteiro) e a direção de Sam Mendez (de Beleza Americana), Penny Dreadful tem tudo pra ter muitas e muitas temporadas de sucesso!

Pra terminar rapidinho: com a mistura de suspense e horror com sobrenatural, sangue e atuações épicas, o seriado inglês do Showtime vale a pena cada segundo de terror com misto de agonia e cada susto interpretado com maestria!

Recomendo veementemente!

Veja aqui o segundo trailer.

Iluminuras em animação

Assisti essa belezura há pouco menos de 1 mês, mas nem fiz um comentariozinho sobre essa poderosa parceria franco-belga-irlandesa, que conta a jornada de Brendan e os monges iluminuristas. Só preciso deixar registrado aqui que merece ser visto: uma animação que foge dos padrões norte-americanos, de uma sensibilidade ímpar e tocante. Recomendadíssimo!