Passei dos 30, mano

Como achei que o dia pedia alguma reação de minha parte, resolvi rascunhar umas palavrinhas, jogando a real na medida do possível, porque sou dessas.

Não sei como as outras pessoas fazem no próprio dia, mas no Madonna’s Day (que é como eu me refiro ao meu aniversário), eu involuntariamente começo a pensar na vida, na condição humana, se estamos caminhando pr’um bom lugar ou se deveríamos logo ser extintos da face da Terra… E na minha vida.

Depois de um pouco de reflexão, percebi que fazer 30 foi tirar um peso das costas.

Quando tava chegando, o drama de todos era maior do que a minha lista de compras em dia de pagamento de cliente, e a verdade é que a minha reação interna a cada vez que alguém dizia “os 30 tão chegando” era revirar os olhos até completar 3 ciclos em torno do meu cérebro.

Enfim, acabou que ano passado eu 30tei e achei que nada mudaria. E, claro, nada mudou, tirando o que mudou.

Dããããr! O quê? #DilmaFeelings (rainha dos discursos filosóficos confusos)

Poi Zé, teve coisa que mudou. Meu verbo de 2016 pra cá foi “acumular”, pois só o que fiz foi isso.

  1. Acumulei peso.
  2. Acumulei preocupações.
  3. Acumulei cabelo branco.
  4. Acumulei problemas de estresse.
  5. E acumulei peso de novo.

Outra coisa que acumulei foram experiências (e olha que acumulei umas poucas e boas, nos dois sentidos).

Não ia reclamar pra fazer a linha, mas minha natureza reclaminha (rimou) é mais forte. Com as experiências (que é o nome que a gente dá pra “tô ficando velho”), vieram as pegadas do tempo: uma olheira que não some aqui, um pé de galinha acolá, uma marca de expressão que começa a gritar… Deu pra entender: vieram as sofrências que passamos, todas cravadas no meu carón.

E tudo bem, também. Mas há uma coisa que me incomoda: há certo choque de eu fazer 31 ou uma certa condescendência ao dizer “ah, mas você tem cara de 25”.

Apesar de envelhecer ser natural e todos os sortudos passarem por isso, tentamos tapear isso a todo instante. Algum dia, me fizeram acreditar que envelhecer não era tão ruim pros homens, mas talvez este privilégio tenha sido extirpado dos habitantes do Vale dos Homossexuais por causa da pederastia, porque o tanto de viado mentindo a idade não tá escrito.

Era um revés exclusivamente feminino, mas pelo menos nisso conseguimos igualdade. Pelo menos, parcialmente. Não sei se meninos héteros passam por isso.

Rodeei demais só pra dizer: é, tô ficando velho. E, calma, tá tudo bem. Se eu tiver sorte, vou ficar cada mais velho, vou ser cada vez menos age-appropriate (que desgraça!) e meus níveis de chatice vão ser cada vez mais astronômicos (porque só reparam que a gente é chato quando envelhece, apesar de ter sido insuportável a vida inteira).

Por fim, pra resumir minha situação de acúmulos:

Condição atual: acumulando dívidas.

Objetivo de vida: acumular dinheiro.

#pas (tô velho, mas tô por dentro das gírias mudernas marotas, comprovando meu avanço rumo ao fim rs).

Tô veio, mas faço a mudernette das gíria marota

 

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Força aí, manas

Qualquer coisa que um homem faz de diferente, especialmente algo atribuído ao feminino, já vira lacrador, ruptor dos paradigmas, etc.
Só que são as mulheres que enfrentam esse mundo duro e dominado pelos homens que, ao sair pra trabalhar, seja para sustentar a família ou a si mesmas, quebram todas os padrões, apesar de todas as adversidades.
Aliás, isso as que ainda entendem pelo que estão passando, porque esse tipo de piadinha é tão “natural” que sequer percebemos a vilania dessas palavras.
As mulheres são diariamente vexadas, mas continuam sacudindo a poeira e sendo agentes da mudança — que beneficia até os homens.
Esse vídeo não foi um soco, foi um tiro de 12.
Espero que o mundo seja menos cruel com as mulheres, pra que essa e as próximas gerações (da minha sobrinha pra frente) possam ter uma vida mais plena e igualitária.
Poder ao povo e às mulheres.
Força aí, manas.

A formiga, o feijão queimado e 2 conselhos de Thii(o)zinho

Salve, salve, pessoal, cês tão bonzinhos?

Eu poderia dizer que estou ótimo, mas vim aqui pra compartilhar um draminha de alguém que está enfrentando uma maré relativamente azarada.

Pra quem acompanha minha timelinda, já ficaram sabendo que tá liberado usar fazer a Glória o Remelinha riscou a lente dos meus óculos. E que ele tá com a macaca, jogando meu celular e tudo o que pode no chão.

Isso não seria grandes coisa se tudo não estivesse acontecendo ao mesmo tempo. Como se não bastasse, tem umas ziquinhas rolando. Algumas são totalmente culpa minha, outras fogem à compreensão humana e precisarei de um parapsicólogo pra avaliar.

No 1º caso: o feijão. Comecei a fazer feijão, fui resolver uma coisa no PC, tive que ficar resolvendo-a, fim. Ou melhor, meio fim — deu pra salvar metade, antes de a casa pegar fogo!

No 2º, copio minhas reclamaçõezinhas facebucais: 1. gato que arranha a lente dos óculos; 2. a roda do seu mouse derrete misteriosamente, mesmo estando relativamente frio; 3. o interfone toca com você no chuveiro, o porteiro manda o moço da entrega subir sem esperar, aí você precisa atender esse desconhecido enrolado em duas toalhas.

Eu risquei a lente do óculos do meu pai e joguei o celular dele no chão 3x hoje.

Mas veja como não são as coisas: azar na cozinha/vida, sorte no trabalho.

Óia só: um projetão foi lançado ontem, o Deponia Doomsday (e outro engatilhado =^.^=) e eu, belo e folgado, tava achando que teria folga pra colocar a vida em ordem — resolver pendências pessoais, limpar a casa direito, fazer comida mais vezes, ficar menos horas no computador, escolher o professor de francês antes de começarem as aulas no curso de roteiro da semana que vem, etc.

No mundo ideal, eu tiraria férias depois da maratona de 2 meses de trabalho quase ininterrupto, mas não é bem assim.

Já de papo pro ar segunda, fui encher os pacová da minha sócia-lícia, a Su. Aquela marotagem boa e saudável que acontece entre as pessoas que sabem quanto o outro ganha. E, obviamente, uma reclamaçãozinha de como os dois andam trabalhando em ritmo escravonético e expressão do desejo de reduzir a jornada de trabalho também entraram no papinho.

— Imagina que delícia trabalhar 4 horinhas por dia, Thi. Isso que é vida!

— Acho que sou tão doido que não conseguiria, mas uma folguinha até que não cairia mal.

Diminuir o trabalho, ganhar mais, tudo lindo, mas não tão fácil, na prática. Como diziam as vovózinhas, canja e cautela não fazem mal a ninguém.

Por que digo isso? Vem com o Thii(o) que o Thii(o) explica.

Estamos enfrentando uma crise das brabas. Nacional e internacional.

Tá tudo dominado.

Todo dia tem um novo escândalo político adeus, Cunha, as notícias de cortes em empresas se alastram, os governos conservadores se espalham, as pessoas buscam a fé… Nada de novo debaixo do sol.

O fato é que, em maior ou menor escala, todos estão sofrendo com ela. E não tem ninguém imune, porque quem é que não foi ao mercadinho e encontrou o tomate a R$ 9 que atire a primeira pedra!

Nessas épocas em que o nosso dinheiro vale menos e fica difícil poupar, precisamos tentar apertar os cintos, rebolar até o chão e tirar coelhos da cartola.

Quem me conhece sabe que sempre fui e sempre serei uma formiga (da “A cigarra e a formiga”) e falo pra todo mundo:”guarda, mano. Quem guarda, tem. É sério”.

Eu tive 2 meses de baixa de trabalho (baixa = quase nenhum centavo entrando, mas aluguel, plano de saúde e todo o restante continuaram sendo pagos normalmente, sem ter o nome caindo no Serasa por isso).

Pra evitar que este post seja ainda maior do que já está, só queria deixar a dica: meça seus gastos e reservas financeiras, parça! Mais do que nunca, a crise é o melhor momento pra se esforçar um pouco mais pra fazer bonito, fidelizar um cliente, prestar um serviço que você não prestava, mas vem se capacitando… afinal, roubar banco não é uma opção. E se meter a político é igualmente ruim.

Portanto, ficam aí meus dois conselhos de Thii(o)zinho: guardem, manos e manas. Quem guarda, tem. Diversifiquem, minos e minas. Quem diversifica, a crise espanta. #nãorimoumasfuncionou

De resto, o importante é ter saúde e ser ganhador da loteria trabalho.

Oração do dia

Olá, olá, olá, pessoar.

Não sei se é o efeito “ano do macaco de fogo”, mas o Universo foi ótimo comigo em janeiro: teve intensivo de francês e cliente novo, trabalho pra caramba, dias úteis e de folga preenchidos. Uma beleza.

Como a vida precisa dar uma balanceada, tive também muitas ziquinhas do dia a dia, um calor etiopiano,  gente chata e folgada (sabe aquele pessoal que fecha a calçada quando você tá cheio de sacola do mercadinho?).

Mercadinho
Este poderia ser eu, cheio de sacolinha, incauto sobre o cordão humano que haveria na calçada daqui a uma quadra.

Já deu pra pegar o essencial, né?

Por causa disso, hoje fiz esta oraçãozinha, que divido com vocês, pra gente tentar mandar esse povo mané pra lá. Seja por humor ou por crença, transcrevo-a abaixo.

Livrai-me da falta de noção, da inadequação, da falta de simancol e da inconveniência.

Protegei-me dos micos ébrios, das mensagens constrangedoras a pessoas alheias à situação, da folga dos malandrões e da chatice dos carentões.

Dai felicidade àqueles que infernizam a vida com pequenos atos de chateação, malandragem, folga e escrotice em geral, porque gente feliz não enche o saco.

Cobri-me com o manto da serenidade e dotai-me de uma atitude “eu me viro e não encho o saco de ninguém”

É como o ditato espanhol que sempre repito pra mim mesmo: “no creo en las brujas, pero que las hay, las hay”.

Apelidinho

Brasileiro curte uma proximidade. Paulistano, então, nem se fala. Ou pelo menos parece assim pra encurtar os nomes. Por preguiça, pressa ou intimidade, no dia a dia é tudo Ju, Lu, Su, Bia, Henri, Cá, etc. Só que a prática não é tão bem vista em todos os cantos, especialmente nos países de língua inglesa.

Minha sócia Su acabou de me dizer que ontem se lembrou do meu episódio “no nicknames, please”.

Explico. Quando tinha começado a ser freelancer, talvez mais por escrever no automático que por falta de conhecimento, respondi a uma PM abreviando o nome dela. Digamos que, em vez de chamá-la de RuPaul, chamei-a de Ru.

A resposta foi a informação de que precisava e um brinde. Um presentinho, só que não:

“Fulano, o arquivo é tal. E é RuPaul. Não me chame por apelidos, por favor [no nicknames, please]”.

Embora tenha achado um pouco drástico, claro, me desculpei e expliquei que escrevi no automático, que isso não voltaria a se repetir.

Eis que hoje a Su escreve dizendo:

— Thi, me lembrei de você ontem, naquele episódio do “no nicknames, please”.

— Como assim?

— Aquela PM, a Melanie, me respondeu com um “Su, faça tal coisa e tal”, mas não deu um minuto e me respondeu com desculpas por ter me chamado de Su. “Temos outra tradutora chamada Susana aqui, ela prefere ser chamada de Su”.

— E aí?

— Disse que também prefiro Su a Suzana, ué. Ela ainda respondeu com um “Mel” na assinatura.

— Eu já aproveitaria pra chamá-la de Melba ou Melça (Mel B e Mel C, praqueles que viveram em outra dimensão ou são jovens demais pra saber que se tratam das Spice Girls)!

As lições que levei disso:

Não sei se algo genérico como “a pressa é inimiga da perfeição” ou “nunca esqueça o corretor ortográfico e reler o que escreveu” se aplicam…

Acho que melhor é “saiba transformar um deslize numa oportunidade”, porque agora os laços entre as duas se estreitou um pouquinho!

Pra você é Catherine!
Kate pros íntimos, mas pra você é Catherine!

YouTubers, aprendizados e minha mágoa de cabocla

“Se a vingança é um prato que se come frio, a inveja é um prato que… te come! Ou melhor, que te consome!”

(SANTOS, Thiago de Araujo. São Paulo. Setembro de 2015.)

“Mano, cê tá nas droga?”

Por que digo isso? Vai venu…

Cá estava eu num momento de ócio improdutivo, vendo canais do YouTube banais e tudo mais. Sabe aquela bobice deliciosa que distrai sem necessariamente acrescentar ao espectador, mas que é muito agradável, mesmo não sendo tão saudável? Essa.

Depois de uma tarde inteira assistindo e curtindo vídeos e vídeos relacionados, conhecendo YouTubers famosos, não tão famosos, amigos de famosos e afins, passei a analisá-los com frieza pra saber qual é a sacada por trás dos canais de sucesso.

Como investi uma tarde inteira nessa maratona, não há nada mais justo que tentar extrair algo de bom de tudo o que vi. Algo que possa aplicar na minha carreira de freelancer, pra não me achar estúpido por perder horas a fio sem fazer nada produtivo. Netflix não conta. Netflix faz parte da formação do caráter!

Claro que não descobri uma mina de ouro nem nada, mas encontrei um padrão nos canais que vi. Como estava com vontade de escrever, resolvi compartilhar os meus achados com quem quer que leia esse post. Vou fazer em listinha, porque acho didático e fica mais fácil de organizar os pensamentos.

Ressalva: tudo o que percebi não passa de uma observação superficial, cujo nível de verdade é limitado. Só quero dizer com isso que é bem capaz que alguém aja de forma totalmente oposta ao que percebi e, se bobear, sua fama seja justamente por conta dessa diferencinha. Além disso, minha intenção não foi a de ofender ninguém, é um texto satírico. Eu sei que ser vloger é um trabalho como outro qualquer.

Keka

Energia que dá gosto

Não é comercial de achocolatado, mas parece ser essencial pra prender a atenção do carinha ou da menina que está do outro lado do monitor. Afinal, se você está assistindo algo pra se animar, ouvir o réquiem do bicho preguiça não ajuda.

Aparência

Tirando os vídeos cuja intenção era mostrar-se “tão mortal quanto os demais”, o pessoal costuma aparecer limpinho, asseadinho, cabelo penteado, maquiagem bacaninha (nada muito drag queen, a menos que seja uma drag queen de verdade). Não vi nenhum cagado tipo roupa suja. Se muito, seguem o estilo cagado-arrumado tão em voga.

pc-siqueira

Temática

Os vlogers que não tratam de temas específicos expõem justamente o que todo mundo quer saber: suas vidas particulares. O ser humano deve ter uma tara eterna por ver o outro. Voyeurismo puro!

BBB não me deixa mentir.

Dinheiro, dinheiro, dinheiro…

Não se iluda: YouTube é mais uma plataforma interativa de negócios e esse pessoalzinho tá de olho é na bufunfa!

Como se ganha dinheiro com o Youtube?

Não sou nenhum especialista, mas acho que é assim:

  1. Paitrocínio

Ou espectadorcínio. O Youtuber pode explicitamente pedir dinheiro à sua audiência. Afinal, você não paga mensalidade de nada e não é tão sacanagem assim pedir pra contribuírem com o próprio entretenimento. É?

  1. Patrocínio.

Aqui é a parte que rola grana de verdade!

Repare como as grandes celebridades do YouTube se encaixam num “padrão”. É a menina popular, o cara sarado, a bonitinha que faz avaliações de produtos. Enfim…

Tudo negócio!

Não à toa todo final de vídeo traz consigo um link para inscrever-se no canal, pedir “joinha” e afins. Pra conseguir patrocínio, o cara precisa de mais assinantes, meu fiho!

Logo: quanto maior o número de assinantes, maiores as chances de uma marca alcançar o consumidor-alvo!

Jout

O segredo

Agora é que são elas e você já deve até saber qual é!

Toda a ficção é baseada no ser humano. A gente é narcisista mesmo. Até alien é meio-humano, porque gostamos de nos relacionar com o que vemos, que nos traga algo de familiar.

Pegue uma novela: o pobre sofre, enfrenta dificuldades. Mas é bonito e arrumadinho!

Já o rico… Ai, o rico é o rico, né? São inteligentes, bonitos, poderosos, vivem em casas luxuosas, usam roupas de marca, fazem viagens deslumbrantes.

Claro, precisam de um toque de humanidade, senão não nos relacionamos, mas a verdade é que são tudo o que não somos e têm tudo o que queremos!

Com todo apresentador do YouTube não é diferente: ele chora com você, conta da vida doida, faz aquelas estranhices, testes, tags e o diabo todo. MAS estão ganhando pra fazer vídeos de palhaçadas e você continua aí no seu trabalhinho de sempre!

É isso que pega: eles são uma versão aprimorada e despreocupada de toda a sua audiência!

Acabou…

Depois de tantas palavras escritas, finalmente chega ao fim este post imenso que ninguém vai ler até o final!

E por que minha frase inicial?

Oras, porque eu também adoraria viver de vídeos, passar o dia com e como os meus gatos, jogar videogame, assistir seriado e não ter que enfrentar prazos diários, crises econômicas e tudo mais que assola o universo.

Mas cadê a lição?

Falei, falei e falei, mas não tirei nenhuma lição.

Talvez umazinha: como freelancers, temos que criar a nossa marca pessoal. O nosso bordão. Precisamos associar nosso nome a alguma coisa, ser conhecidos por isso e ficar ricos assim!

Bom, veja pelo lado positivo: freelancer não pega metrô lotado pra ir trabalhar! =)

Eleição presidencial, opiniões diversas e a queda das máscaras

A temporada de ataques aos candidatos presidenciáveis alheios está aberta há tempos, mas só agora resolvi escrever sobre isso. E por que decidi quebrar meu silêncio? Porque uma postura cada vez mais comum começou a se alastrar e me incomodar pronfudamente: o preconceito.

Pra quem não sabe, a Lei n.º 7.716/89 trata d”os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

A era digital foi ótima pra muita coisa, mas trouxe à tona alguns segredos antes restritos aos churrascos familiares e encontros de amigos com pensamento similar.

Vemos desde pessoas contra a união homoafetiva àquelas que acreditam que o sudeste é autossuficiente ao ponto de se separar do resto do Brasil e tornar-se um país de primeiro mundo (muitos risos, pra não dizer dó de tamanha ignorância). Comentários preconceituosos agora são vociferados em alto e bom CAPS LOCK pra toda a rede (sujeitos às capturas de tela, [in]felizmente). Ataques a pessoas famosas por sua procedência familiar, situação econômica, nível de ensino e outros polulam o Facebook.

Esses casos me levaram a algumas conclusões sobre os humanos, mas não sei ainda qual(is) é(são) a(s) certa(s):

  • Ou eles são maus, ou ignorantes, ou não tem um pingo de amor ao próximo, ou não demonstram respeito ao outro;
  • Eles só pensam nos próprios interesses e que se danem os outros (síndrome umbigocêntrica)

Qualquer que seja a resposta certa, vale ressaltar que muito do que se diz é puro achismo, mas o que a lei determina é o que vale. Portanto, por mais que todos os males do universo pareçam ser da esfera federal, muito do que se associa à presidência cabe, na verdade, aos estados e até aos municípios. Vale a pena pesquisar antes de ♪ tacar pedra na Geni ♫.

Não faz mal lembrar que:

  1. Não existe neutralidade — ser neutro te torna conivente (ou conveniente?). Sempre —  aprendi essa a duras penas e à custa de pessoas de que gostava (mas é a vida).
  2. Política é a arte de andar um passo pra trás, pra dar dois pra frente. Afinal, na força, ninguém consegue nada.
  3. Infelizmente, sempre vai haver problemas em qualquer sistema de governo, partindo do princípio que o ser humano tem falhas e alguns têm as suas no caráter.
  4. o blog é meu e falo o que eu quiser.

Como se percebe, tudo culmina no seguinte: é fácil falar em meritocracia quando você tem acesso ao estudo e aos meios, e que este país só cria vagabundo vivendo de bolsas; difícil é receber R$ 88 por mês (máximo de R$ 252), viver em condições de extrema pobreza e precisar da ajuda do governo.

E, pra quem acha que quem já recebeu ajuda de algum programa social é vagabundo: o ensino superior me seria uma realidade distante (pelo menos por muito tempo) se não fosse beneficiado pelo ProUni. Aliás, te convido a olhar minha DIRPF e ver se estou vivendo do dinheiro do governo! Pessoas com as mesmas condições em que nasci não teriam um futuro mais brilhante do que algum cargo de ensino médio, vivendo por muitos anos de forma precária.

Pra terminar, vale lembrar aos esclarecidíssimos senhores paulistas que:

  1. Eles reelegeram o candidato responsável pela falta de água de São Paulo;
  2. (Mesmo que não houvesse) há pessoas brilhantes fora do eixo Rio-São Paulo (basta olhar na nossa literatura, mas pode ser outra área, o que não falta é exemplo de gente inteligente);
  3. São Paulo é o que é porque reúne gente de todos os cantos
  4. Se isso tudo não bastasse, o que quer que você coma não vai virar ouro, assim como seu irmão nordestino ou sulista.

E desejo ♪a todas inimigas vida longa♪ vida longa e próspera ao Brasil!

E fiquem com este vídeo lindo!

Vale a pena pagar o ProZ e/ou o LinkedIn?

Recebi duas 2 perguntinhas de uma leitora e colega sobre investir dinheiro no LinkedIn e no ProZ (site de tradutores). A pergunta era, basicamente, “vale a pena gastar nesses sites”?

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LinkedIn

Sendo sincero: nunca paguei, mas mesmo assim consigo resultados.

Ao meu ver, o investimento de tempo deve ser muito maior do que o de dinheiro, em qualquer caso. Para o LinkedIn, acho que vale mais a pena turbinar o perfil e conectar-se às pessoas aos poucos.

Claro que essa construção de uma rede de contatos demora um tempo, então pagar uma versão que possibilite acessar os contatos que você precisa imediatamente não deve ser de todo mal.

Em todo o caso, eu não pago e não pagaria; uso mais o esquema de entrar em contato com clientes em potencial por meio dos contatos que já tenho.

ProZ

O ProZ é um site que cadastra tradutores e oferece-lhes um local na internet, caso não tenham seus próprios sites — mas não só. Lá você encontra oportunidades de trabalhos, um rol de empresas que podem ser suas clientes, assim como a possibilidade de consultar a idoneidade delas.

Dito isso, já digo que este eu pago!

Reflita: ele tem oportunidades, mas também serve de website, portfólio para colocar seu perfil e, se pagar, você recebe mais destaque que os outros, tem acesso ao tal cadastro de bons pagadores e ao contato de clientes em potencial do mundo todo!

Para receber contatos de clientes sem procurá-los, no entanto, você precisa responder às perguntinhas dos tradutores lá e ganhar os KudoZ (pontos por ajudar alguém). Esses pontos aparecem para os clientes, que ficam sabendo se o tradutor manja dos paranauê é bom ou não.

Além disso, como o LinkedIn, você pode ser recomendado, mas com a diferença fundamental de que é um site especialmente criado para tradutores — logo, agências do mundo inteiro fazem o recrutamento do pessoal por lá.

Qualquer que seja a opção, a verdade é que nenhuma delas funciona sem investir um tempinho lá pra turbinar sua persona virtual!

Espero que tenha ajudado!

LinkedInando: dicas úteis para resultados positivos no LinkedIn

Outro dia desses, minha irmã veio me dizendo: “caramba, seu LinkedIn fica bombando, você precisa me dar umas dicas”!

Aí eu percebi que o LinkedIn é a rede social que a maioria dos profissionais têm, ouvem maravilhas a respeito, mas que pouca gente dá a devida atenção.

Por que eu acho isso? Ora, porque vejo muitas pessoas comendo bola/perdendo diversas oportunidades pelo simples fato de não abrirem os olhos pra essa boiada!

Hoje em dia, acho que todas as empresas têm perfis no LinkedIn e fazem recrutamento pesquisando por lá também. Se não todas, provavelmente aquela empresa grande que você quer alcançar tem — ou, pelo menos, dão uma xeretada para ver com quem estão lidando. Fato.

E, tenha absoluta certeza, quem está antenado e procura oportunidades de negócio — aqui vou puxar a sardinha para autônomos e pequenos empreendedores, como eu — está nessa rede profissional.

Mas como faço pra ter resultados?

1. Perfil

Como já devo ter dito antes, não acredito em obviedades porque sou da trupe dos lerdinhos: complete o perfil!

Tudo bem que você deu o primeiro passo e já está no LinkedIn. Foi lá e colocou nome, cargos que ocupou e algumas informações úteis.

Certo? Meio certo, eu diria.

Não basta você preencher os cargos, precisa indicar um pouco do que fez. Mas não se esqueça: ninguém tem tempo!

Tente preencher o perfil ao máximo, mas não seja o chato que escreve a Bíblia. Provavelmente ninguém vai ler.

O que eu acho, sim, muito útil, é você fazer uma boa descrição de quem é.

Vou me usar de exemplo: sou tradutor e tenho 8 anos de experiência.

Até aí, grande coisa. Como diz o ditado: there are plenty more fish in the sea! Ou seja: o que não falta é opção!

No entanto, pra começar a me destacar no meio da multidão, o que foi que fiz? Coloquei meu perfilzinho, mas inclui testemunhos de pessoas que já trabalharam comigo!

Sim, caro leitor gafanhoto! Seu perfil precisa estar completo, mas você também deve tentar receber o máximo de comentários positivos.

É como ir a um restaurante: por mais que queiramos experimentar algo novo, quando alguém indicou a gente confia mais!

E, por favor, coloque uma foto profissional! LinkedIn não é Insta(gram), Feice ou Tumblr. Deixe as coisas engraçadas e espirituosas pra lá.

Foto na balada, piscina, sem roupa, de óculos escuros, inclinada pra lá ou pra cá, de ponta cabeça, com a “galere”, com várias bebidas multicoloridas… enfim, você entendeu. Cuidado!

Perfil
Bons drinks (psicodélicos e multicoloridos) c’a galera.

2. Grupos

A união faz a força! E no LinkedIn não é diferente!

Este é um dos pontos em que eu mesmo peco. Eu deveria ser mais ativo em grupos das áreas com que trabalho, mas sei que há gente por aí conseguindo trabalhos bons por causa dos grupos.

De minha parte, participo mais ativamente de grupos no Facebook (talvez por a plataforma ser mais informal e ter mais o meu “jeitão”).

Em todo o caso, a conduta deve ser similar ao que mamãe te ensinou: agir com cortesia e tentar ser útil. Sempre. Se algum tópico não te interessa, ignore-o antes de jogar pedras e por aí vai.

E, claro, tente compartilhar alguma coisa interessante.

Afinal, por mais que você esteja lá — vulgo de boa na lagoa — às vezes  é necessário sair da zona de conforto para se sobressair. Logo, publique conteúdo útil.

O mesmo vale para o seu painel de atualizações: compartilhar conteúdo interessante e útil pode ser uma forma de conseguir contatos.

Grupos
Matando um dragão… Ooops. Compartilhando ideias inovadoras e úteis.

3. Contato direto de primeiro grau (e contatos indiretos)

Por mais que pareça, não estou falando de contato com alienígenas! E essa aqui, pessoal, é a minha chave para o sucesso =)

Muitos não se atentam, mas o LinkedIn tem um quê de máfia! Sério!

Se você é membro não pagante — como eu — não pode sair adicionando Deus e o mundo do nada! Não, você precisa construir uma rede de contatos — é por isso chamam de networking!

Mensagens
Quequieufaço? Saio adicionando o povo a torto e a direito?

O esquema é assim: você tem um amigo que é amigo de fulano. Assim, você consegue falar com o outro mocinho. Entendeu, né?

Não? Então vamos ser mais claros: eu, Thiago, tenho meu sócio Juliano de contato. Beleza. O Juliano tem uma gerente de projetos e/ou uma recrutadora de uma cliente com que gostaria de trabalhar.

Que que eu faço, nesse caso? Uai, elementar, querido urubuservador: escrevo para o Juliano pedindo para ele me apresentar pra a mocinha recrutadora. Lindo, não?

Quando você tiver uma rede grande o bastante, é provável que não precise mais desse macete e possa adicionar as pessoas por ter contatos em comum. Afinal, o mundo é um ovo para todas as profissões!

Lembre-se, porém, do seguinte: o segredo é a forma como você se apresenta — e ainda há quem duvide que a 1ª impressão é a que fica!

Juro juradinho pra você, que já deve estar cansado desta leitura, que o truque-mor é você se apresentar para a pessoa e, se for o caso, já dizer que quer trabalhar com ela nisso ou naquilo!

Vai por mim que você vai longe! Funciona comigo!

Resumo

1. Preencha o perfil com tudo o que puder (cursos, palestras, voluntariado, causas, etc.) e da melhor forma que puder (foto decente, testemunhos e gente dizendo que você tem várias habilidades cabulosas)!

2. Trate todos com respeito: seja pelo tempo das pessoas — compartilhando conteúdo útil em grupos ou na timeline — e por elas mesmas — afinal, pessoa bem tratada é um contato profissional em potencial!

3. Seja popular: faça contatos, escreva mensagens relevantes e tente encantar a pessoa no primeiro contato, para, quem sabe, já conseguir uma parceria de cara!

 

Encerro este longuíssimo post com a seguinte promessa: não vai ser fácil, não vai ser rápido, mas você pode ter, sim, muitos benefícios profissionais usando o LinkedIn de um jeito esperto!

Zica do dia: comprei mesa e cadeiras no Extra.

Como diz mamis, “atrás de pobre, anda um bicho”. E cada vez mais eu comprovo.

Fiz a compra de uma mesa e duas cadeiras no Extra hoje. Vou contar a história o mais rápido que conseguir. Quem sabe alguém ri ou faz diferença na hora de comprar?

Detalhe importante: tempo gasto de 1h30

Atendimento 1: compra no e-mail errado

A atendente não tão brilhante que fez o pedido usou meu e-mail de adolescente que não existe mais, mesmo depois de ter 3x confirmado que não era esse. Logo, não consegui acessar e pegar o boleto.

Atendimento 2: reclamação do erro e tentativa de troca de e-mail

Ligo no SAC pra trocarem o e-mail, a nova mocinha diz que só eu poderia fazer a alteração de e-mail.

— Fulana, onde altero?
— Na página do pedido.
— Já estou nela e não estou encontrando. Você pode me ajudar?
— Um momento, senhor…

E derruba a ligação!

E eu sei que ela derrubou porque trabalhei 1 mês na Atento, sei que dá pra derrubar e ela me derrubou!

Atendimento 3: chat sem utilidade

Entro no chat, a outra funcionária diz que não pode fazer nada. Não pode também acessar o boleto.

A bem da verdade, não sei o que ela pode fazer! #dúvida

Atendimento 4: a solícita “fazedoura” de favores

Ligo na central de vendas, falo o que a primeira mulher fez. A nova atendente então acha o pedido:
— Senhor, tenho que fazer um novo.
— OK, só manter as mesmas condições e não tem problema.
— Vou fechar aqui.
— Tudo bem.
— Senhor, aqui paga o frete.
— É só você falar com a tal “Mesa de operações”.`Peguei desconto na outra anterior por causa do transtorno do pedido anterior a este.
— Olha, estou FAZENDO UM FAVOR! Se fosse outra nem isso faria! Quem tinha que arrumar o erro é a outra atendente!
— Se é favor, pode chamar a moça que me atendeu e errou. Veja aí no sistema
— O sistema não mostra.
— OK, não vou levar nada. Bom dia!

Bobeira minha

Finalmente, eu é quem faço a besteira: acesso a conta antiga, troco o e-mail e agora tenho dois e-mails iguais, só que só um entra!

Como diz minha amiga: tá ferrado, pede truco, não?

Atendimento 5: finalmente uma atendente OK

Converso com a nova atendente, peço pra fazer uma reclamação das anteriores (são duas centrais: vendas e SAC), mas não lembro o nome de nenhuma das doidas, então não dá em nada.

Finalmente uma pessoa que me atende direito e, por mais revoltado que eu estivesse, consegui conversar.

Fechamento

Termino revoltado. Tento fazer uma reclamação pelo Reclame Aqui.

Login pelo Facebook não entra, não dá pra cadastrar outro porque o CPF já está cadastrado na anterior.

Converso com a sócia Suzana.

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Depois de explicar a situação:
— Fio, vc precisa fazer um banho.
— Concordo! E urgente!

Novamente, não me sinto a pessoa mais sortuda do mundo. Espero que, pelo menos, os produtos cheguem! E que eu consiga fazer a reclamação mais tarde!

 

2014-08-01 15.34.16

EDIT: pelo menos ela chegou!