PC no Theatro Municipal do RJ

Esse feriado no Rio só me fez ficar mais encantado por esta cidade, ainda detentora de muito do glamour da sua época de Distrito Federal, com seus edifícios opulentes em estilo clássico.

Mesmo com chuva e névoa, o Rio se abriu pra mim e eu lhe sou muito grato — mesmo que tenha encontrado portas fechadas no feriado.

Algo que notei: tudo o que ouvi sobre garçons cariocas não parece ter fundamento. Fui muito bem tratado e acolhido em todos os lugares por onde passamos, mas aí lembrei de uma figura que conheci nesta viagem. O paulistano chato.

Tenho uma alma de reclamador, cujo instinto supera minha vontade. Bobeei, reclamei. Dito isso, minha característica redentora é que não reclamo com estranhos e jamais distrato ou ajo com superioridade com ninguém. Jamais e sob nenhuma condição.

Eis que na visita guiada ao Theatro Municipal do RJ, conheci o “personagem” ali em cima.

Como nós, ele também tentara fazer os passeios pelos museus do centro em Finados, deu com os burros n’água e voltou no dia seguinte. Igualquinem nós, ele chegou ao Theatro no dia seguinte e se deparou com um pequeno atraso no horário da bilheteria.

O paulistano chato (PC) conversou com a gente:

— Vocês também vieram para a visita guiada?
— Sim, estamos esperando, parece que atrasou alguma coisa.
— Vieram de onde?
— São Paulo.
— Poi zé, rapaz, São Paulo é a única cidade onde quase tudo funciona. Ontem olhei no site os horários e dizia que o Museu X, o Y e o Z estariam abertos com horário diferenciado.
— Verdade, a gente também.
— É um absurdo fazerem isso. Se não vão abrir, pra que dizer que vão?
— (…)
— Eu liguei e disseram que a bilheteria abriria às 10h e haveria passeios, e nada!
— (…)

Passado um constrangimentinho, esperamos mais um pouco e logo mais um guarda abriu os portões, com promessas de abrir a bilheteria em breve. O PC se dirige a ele:

— A bilheteria não vai abrir, não?
— Só mais uns minutinhos, senhor, a menina da bilheteria teve uns imprevistos e se atrasou.
— Eu liguei e me disseram que haveria passeios às 10h.
— Nunca houve passeios às 10h, senhor.
— Por que me informaram isso, então?!
—A informação está incorreta, senhor.

O guarda sai, visivelmente indisposto — e todos visivelmente constrangidos. Menos o PC.

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Na fila da bilheteria, o PC se dirige à pessoa de trás.
— E aí me disseram que seria às 10h!
A atendente chama:
— O próximo da fila, por favor.
— Quero uma visita guiada pra 11h.
— Senhor, hoje as visitas começarão às 11h30.
— Como assim?! Eu olhei no site e lá dizia que começa às 10h.
— Às 10h só a bilheteira.
— Quer dizer, 1h30 de atraso, já! — dirigindo-se a todos os presentes.

Conclusão
Acho, só acho, que o melhor jeito de conseguir um bom atendimento não é distratando ou enfrentando as pessoas.

Todo mundo se emputece de quando em quando, a situação não foi a ideal, mas pessoas estranhas não são a sua válvula de escape!

Longe de mim ser um anjo de candura, mas tento ser o mais cortês possível pra receber o mesmo tratamento, se possível.

Não duvidaria se o PC voltasse pra São Paulo e dissesse como garçons e atendentes fizeram pouco caso dele!

PC, sitoca! Ou nem o RJ nem nada vai se abrir pra você!

Dentro do hall do Theatro Municipal do RJ. O PC deve estar nesta foto.
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Aula-show

Esqueci de comentar que ontem tentei assistir a “aula” do Miguel Falabella no SESI, mas fiquei com medo de não ter mais lugares depois de conversar com a Lua… Resultado: assisti de casa mesmo (O steam foi aqui, mas não sei se ainda funciona).
Tudo muito legal (embora não fosse uma aula de verdade, mas a “aula inaugural do Técnico em Teatro Musical”), especialmente descobrir que eles selecionaram 64 alunos de um universo de 1000 candidatos, que o curso terá 3 anos de duração — e formará o futuro do teatro musical brasileiro — e é de graça, principalmente para pessoas carentes! Como se não bastasse, ainda apresentaram uns 10 números de espetáculos que passaram pelo Brasil desde 2000 (diga-se de passagem: excelentes)!
Mesmo que o SESI seja mercenário e só esteja fazendo marketing positivo pra si próprio, acho que este tipo de ação positiva tem muito mais impacto em mim do que algum comercial babaca. Afinal, não acho injusto que eles lucrem com isso, contanto que continuem ajudando o próximo e promovendo a cultura!
Empresas (que provavelmente não se importam muito com o que o John Doe aqui diz), fica a dica: invistam em ajudar o próximo que muita gente pode pensar como eu e sempre se lembrar de vocês por coisas bacanas que fizerem!
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